sábado, 26 de dezembro de 2009



Feira de Santana, 26 de Dezembro de 2009




Querido Diário




Pois é o ano está acabando, estou de férias do colégio onde dou aulas - o Colégio Avanço, lembra?- , e queria escrever sobre a minha turma da 8ª série (9 ano). Foi muito interessante trabalhar com pré-adolescentes, ávidos para namorar ... trabalhando com essa turma pude utilizar dos muitos conceitos da psicanálise adquiridos na faculdade.


Sigmund Freud nasceu em 1956 na Morávia e é considerado o pai da psicanálise, seus estudos são de extrema importância para nós educadores. Segundo Freud o individuo tem a sexualidade (instinto) desde criança, esse desejo ele chama e a libido, o qual está presente desde o nascimento até a puberdade ( períodos de gradativa diferenciação sexual). Esses períodos são divididos basicamente em três fases : o primeiro é o período inicial , onde a libido esta direcionado para o próprio corpo, oral e analmente; a segunda fase é o período edipiano, a qual se caracteriza por uma fixação libidinal passageira, entre os 4 e/ou 5 anos, conhecida como "complexo de Édipo", nesse momento há uma fixação aos objetos externos e ao genitor do sexo oposto ao da criança; e por fim o período da latência, onde se desenvolve o superego (censura) sistema esse responsável pela diferenciação do "certo" e "errado", para uma vivência tranquila em sociedade.

Como trabalhei com alunos os quais estavam senão com o superego desenvolvido pelo menos o tinham parcialmente, tive o cuidado de como educadora não reprimi-los bruscamente pois poderia causar em algum desses uma neurose ou bloqueio. Como na sala qualquer assunto que se remetesse a sexualidade ou namoro, criava um burburinho descontrolado, procurei transferir toda essa energia para projetos artísticos tal como a produção de seminários e curtas metragens sobre a cultura francesa, já que esse foi o ano da França no Brasil. As aulas de psicologia auxiliaram-me bastante nessa empreitada pois certamente sem elas agiria de forma grosseira e provocando a rejeição dos alunos para com a minha pessoa ... com essas alternativas que me foram dadas pela psicanálise pude manter minha autoridade sem perder de vista as dificuldades as quais meu alunos estavam atravessando nesse período de transição, os quais se encontram perdidos muitas vezes pela ausência dos pais ( um dos muitos males da sociedade moderna e capitalista).

Nesse momento manter uma relação afetiva com alunos pode auxilia-los e muito, até em casos extremos como o do texto "O que mantém educadores e alunos na escola? Contribuições da psicanálise para a educação".


Enfim querido diário acho que por hoje é só.



Boa noite



Marina Stanchi



ps¹- texto ficticío

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