segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Avaliando a Disciplina : Psicologia da Educação

A disciplina será avaliada a partir de quatro itens:

I- Educando
Creio que da parte que me coube, fui assidua nas aulas e tive compromisso com as atividades solicitadas, apesar de ser exaustivo ter que escrever um texto a acda aula. Como ja citei no texto anterior sobre motivação o que mais me desmotivou em relação a disciplina foi o horário em que esta foi realizada , pois no fim da tarde já estava exaurida. Sei que a minha produção na disciplina poderia ter refletido melhor a minha aprendizagem.

II- Turma
No que diz respeito ao nível de discussão da turma , não há o que "descutir". A turma é provida de um elevado grau crítico, entretanto a falta de disciplina durante algumas atividades revela que ainda temos muito o que aprender. Apesar dos impecilios creio que falta mais integração a turma no momento de apresentar atividades tais como seminarios, o que gera muitas vezes um burburinho na sala.

III- Educador
Avaliando a educadora, seu comprometimento com o seu trabalho é exemplar. As vezes estamos acostumados com professores que faltam ou simplesmente somem, ou pior fingem dar aula, o que não é o caso da professora desta disciplina. A metodologia utiliza é estremamente nova para nós, mas proveitosa. Creio que os temas do portifolio poderiam ser mais articulados promovendo assim textos mais densos e não um texto pra cada coisa (fica cansativo). No mais o que chama atenção é a forma como a professora tratou a todos nós sem nenhuma forma de segregação.

IV- Instituição
Creio que poderia haver mais apoio da universidade para não só a esta disciplina mas a todas, é visível muitas vezes a falta de material pedagógico, tais como xerox e mais livros na biblioteca.

domingo, 17 de janeiro de 2010

SEMINÁRIOS

Equipe 1: Violência na Escola ( Fabricio Medeiros, Jairo Paranhos e Rafael Dantas)

A equipe desconstruiu a ideia que só existe volência promovida pelo aluno, e que esse conceito de violência pode ser causado por fatores exogénos como gênero, midía, local da escola e família, e por fatores endógenos como idade ou série e embate entre a posição do professor e dos alunos.
Existem três tipos de violência:

  • Violência na escola ( agressões fisícas ou verbais dentro do ambiente escolar);
  • Violência a escola ( degradação ao espaço fisíco ou ao corpo docente);
  • Violência da escola ( quando institucionalmente esta se omite ou protege o corpo docente em detrimento do alunos);

Ainda durante o seminário falou-se sobre a importância de uma família bem-estruturada para ajudar no combate a esta violência junto com a escola. O Seminário tem bastante aplicabilidade na prática docente afim de evitarmos que episódios de qualquer natureza de violência se repitam no ambiente escolar.

O seminário se deu apenas por meio da explanação oral.

Equipe 3: Políticas Afirmativas/ Etnicidade ( Marcella César, Josemá, Jeovane, Joelma, Tadeu Baliza)

O seminário foi fundamentado em visitações a projetos voltados a questão da etnicidade:

  • Escola Olodum;
  • Nennuefs (Núcleo de Estudantes Negros e Negras da Universidade Estadual de Feira de Santana);
  • Instituto Steve Biko;

Além de trabalhar com a questão da valorização das raízes africanas, os projetos desenvolvem cursos voltados ao desenvolvimento artístico cultural, da afirmação da identidade negra, além de cobrar dos seus participantes um bom desempenho escolar.

O seminário foi apresentado a partir de musicas, slides, clipes musicais, além da disponibilização de folders das instituições visitadas.

Equipe 4: Ações afirmativas e inclusão social ( Fabricía Rabelo, Ítalo Nelli e Tiago Grise)

A equipe deu uma ampla discussão da importância e do surgimento das ONG's. E depois pautou o seu trabalho também em visitas a fundações:

  • FAMFS ( Fundação de Apoio ao Menor de Feira de Santana);
  • ACOPAMEC (Associação das Comunidades Paroquiais de Mata Escura e Calabetão) ;

O caso da FAMFS me chamou atenção por um projeto tão importante estar sendo prejudicado por não aderir a politicagem. A ACOPAMEC tem como objetivo contribuir, através de ações de base comunitária, para o desenvolvimento Psico-social e econômico das crianças,adolescentes, famílias e moradores do bairro de Mata Escura e Calabetão. Ou seja o seminário quis mostrar como as ONG's estão presentes no âmbito educacional e como nós futuros educadores temos que encará-las como um futuro local de trabalho.

A apresentação se deu através de slides e folders das fundações visitadas.

Equipe 5: Síndrome de Burnout ( Margarete, Fabiana, Raquel, Vanessa, Eliana, Elane, Karine e Késia)

Essa síndrome também é chamada de também chamada de síndrome do esgotamento profissional e é comum em professores. Os sintomas dessa síndrome são a irritação, ansiedade, desgaste físico e mental, frustração e isso irá se refletir no planejamento das aulas. O seminário ainda trouxe formas de prevenir a síndrome:

  • •boa alimentação;
    •atividades relaxantes;
    •organizar o tempo e decidir quais são as prioridades;
    •discutir os problemas com colegas de profissão;
    •tirar o dia de folga;
    •procurar ajuda profissional na medicina convencional ou terapias alternativas ;

Foram trazidos pela equipes vídeos sobre o tema que é de bastante relevância para nós docentes, pois essa doença pode atingir a qualquer um.

Equipe 6: Educação Especial ( Tamires Assad, Tamires Cedraz, Jackson, Nailton, Ludmila e Miralva)

A equipe iniciou com uma debate amplo associando a questão da educação especial com a psicologia. O que mais me chamou atenção foi a questão que muitos professores não são formados para trabalhar com alunos especiais e que isto é uma forma de preconceitos com essas pessoas, só agora em 2008-2009 que Libras foi implantada como disciplina nos cursos de formação de professores.

O seminário foi exposto através de slides e cartazes.

Motivação

É comum encontrar alunos desmotivados principalmente quando a disciplina é História, muitos afirmam que essa disciplina é puramente decorativa e que não tem aplicabilidade. Essa desmotivação se reflete nas aulas, é comum alunos dormindo e conformados em apenas adquirir a nota necessária para a aprovação.

O quadro elaborado abaixo mostra alguns fatores que levam a motivação ou desmotivação:




Cabe a nós futuros educadores desenvolver nos alunos uma determinada curiosidade pela disciplina que ministramos, fazer com que o aluno enxergue principalmente em História que ele ainda tem muito a aprender e que isto se fará útil em sua vida seja qual for o caminho que este escolha trilhar. É preciso estar atento nas lacunas que existem na formação do aluno, no caso de um aluno que tenha dificuldade em ler e escrever logo este sofrerá quando for articular suas ideias, então nesse caso não se deve punir o aluno mas procurar junto com a instituição promover formas para este melhorar e assim ver a sua recompensa nas avaliações.

Creio que promoção da motivação também está ligada a questão da afetividade, entre professor-aluno e aluno-aluno, atividades em grupo podem promover uma maior interação da classe com a disciplina.

No que diz respeito a disciplina Psicologia da Educação, questões como a dinamicidade das aulas e a aplicabilidade do proprio conteúdo me deixaram motivada com a disciplina, entretanto fatores como o horário da aula ( final do dia) são desmotivantes.

Essas são as minhas considerações sobre MOTIVAÇÃO. Que saber um pouco mais leia : Motivação e aprendizagem no ensino médio: In:_________ COLL, César. Psicologia da Aprendizagem no esino médio; trad. Cristina M. Oliveira. - Porto Alegre: Artmed, 2003.

sábado, 26 de dezembro de 2009



Feira de Santana, 26 de Dezembro de 2009




Querido Diário




Pois é o ano está acabando, estou de férias do colégio onde dou aulas - o Colégio Avanço, lembra?- , e queria escrever sobre a minha turma da 8ª série (9 ano). Foi muito interessante trabalhar com pré-adolescentes, ávidos para namorar ... trabalhando com essa turma pude utilizar dos muitos conceitos da psicanálise adquiridos na faculdade.


Sigmund Freud nasceu em 1956 na Morávia e é considerado o pai da psicanálise, seus estudos são de extrema importância para nós educadores. Segundo Freud o individuo tem a sexualidade (instinto) desde criança, esse desejo ele chama e a libido, o qual está presente desde o nascimento até a puberdade ( períodos de gradativa diferenciação sexual). Esses períodos são divididos basicamente em três fases : o primeiro é o período inicial , onde a libido esta direcionado para o próprio corpo, oral e analmente; a segunda fase é o período edipiano, a qual se caracteriza por uma fixação libidinal passageira, entre os 4 e/ou 5 anos, conhecida como "complexo de Édipo", nesse momento há uma fixação aos objetos externos e ao genitor do sexo oposto ao da criança; e por fim o período da latência, onde se desenvolve o superego (censura) sistema esse responsável pela diferenciação do "certo" e "errado", para uma vivência tranquila em sociedade.

Como trabalhei com alunos os quais estavam senão com o superego desenvolvido pelo menos o tinham parcialmente, tive o cuidado de como educadora não reprimi-los bruscamente pois poderia causar em algum desses uma neurose ou bloqueio. Como na sala qualquer assunto que se remetesse a sexualidade ou namoro, criava um burburinho descontrolado, procurei transferir toda essa energia para projetos artísticos tal como a produção de seminários e curtas metragens sobre a cultura francesa, já que esse foi o ano da França no Brasil. As aulas de psicologia auxiliaram-me bastante nessa empreitada pois certamente sem elas agiria de forma grosseira e provocando a rejeição dos alunos para com a minha pessoa ... com essas alternativas que me foram dadas pela psicanálise pude manter minha autoridade sem perder de vista as dificuldades as quais meu alunos estavam atravessando nesse período de transição, os quais se encontram perdidos muitas vezes pela ausência dos pais ( um dos muitos males da sociedade moderna e capitalista).

Nesse momento manter uma relação afetiva com alunos pode auxilia-los e muito, até em casos extremos como o do texto "O que mantém educadores e alunos na escola? Contribuições da psicanálise para a educação".


Enfim querido diário acho que por hoje é só.



Boa noite



Marina Stanchi



ps¹- texto ficticío

domingo, 29 de novembro de 2009

Afetividade e teoria walloniana

Para Wallon (1879-1962) o ser humano é integrado por quatro fatores: o cognitivo, o social, o motor e o afetivo. Wallon estuda o esses quatro fatores e a sua presença dos diferentes estágios da vida do ser humano, desde criança até a puberdade/adolescência.

Nesse texto irei focalizar o estágio da adolescência pois será a qual provavelmente iremos trabalhar após ou durante a graduação.



A adolescência é aquele momento de questionamentos acerca de si mesmo, do que se espera do mundo. Momento em que as emoções e os sentimentos estão a flor da pele, e pedagogicamente falando é o momento em que o aluno ( se este não possui lacunas das outras fases de desenvolvimento) adquirir e desenvolver um maior nível de abstração cognitiva. Nesse momento segundo Abigail Mahoney e Laurinda Ramalho "o recurso principal de aprendizagem do ponto de vista afetivo volta a ser oposição", promover esse confrontamento de ideias, sentimentos e conceitos fará com que o alunato se interesse mais pelas aulas. Promover a cooperatividade em sala de aula também é de extrema importância nessa fase.


É preciso utilizar-se dessa afetividade mas sempre colocando limites nos alunos, pois senão ocorre uma confusão acerca da "autoridade" do professor em sala de aula. Reconhecer as diversas fases de vida, categorizadas por Wallon, é de extrema importância para melhor auxiliar os alunos durante o processo de ensino/aprendizagem pois só assim conseguiremos identificar se este possui alguma lacuna a se preenchida.

" Entre os muros da escola" ☼


Titulo original:Entre les Murs
Gênero:Drama
Duração:02 hs 08 min
Ano de lançamento:2007
Site oficial: http://www.sonyclassics.com/theclass
Estúdio:Canal+ / France 2 Cinéma / Haut et Court / Memento Films Production / Centre National de la Cinématographie
Distribuidora:Sony Pictures Classics / Imovision
Direção: Laurent Cantet
Roteiro:Laurent Cantet, François Bégaudeau e Robin Campillo, baseado em livro de François Bégaudeau
Produção:Caroline Benjo, Carole Scotta, Barbara Letellier e Simon Arnal
Fotografia:Pierre Milon, Catherine Pujol e Georgi Lazarevski
Direção de arte:
Figurino:Marie Le Garrec
Edição:Robin Campillo e Stéphanie Léger

O filme "Entre os muros da escola", literalmente se passa dentro de uma escola de periferia francesa, a qual "deve" atender a jovens de diversos segmentos étnicos-sociais, os excluídos da sociedade francesa. Sr. Marin é o professor de francês da 7ª A, e se demonstra confuso em sua atitudes como gestor da sala de aula. Muitas cenas podem comprovar isso porém a que mais me chamou atenção foi quando ela manda uma aluna ler e esta se recusa, neste momento o professor se mostra altamente tradicional e ao invés de preocupar-se com o que levará a aluna a negar uma solicitação sua,este manda a aluna pedir-lhe desculpas de maneira forçada. Logo depois em outra cena o professor valoriza o trabalho de outro aluno ao elaborar um diário com fotos. Confuso não!?


O filme mostra a dificuldade do professor em lidar com as diferenças etinicas e sociais da turma. Nesse momento o cansaço de anos de magistratura, faz com que o professor tome atitudes características de um profissional racional-técnico, e não se importa em criar novas alternativas para se "entender" com a turma.

Outro momento que é bastante instigante no filme são as reuniões dos professores, que apesar da insistência do Sr. Martin em trazer o debate pedagógico, este acaba por ser abafado por discussões ditas mais importância como a máquina de café. Claro que não podemos esquecer do ultimo conselho que encadeou toda a sequência final do filme. O desfecho de "Entre os muros da escola" deixa muitas questões a serem pensadas. Dentro ,principalmente, do ensino público a impunidade acerca do professor é alarmante, tanto na realidade quando no filme as punições são sempre sofridas pelos alunos e não pelos professores, mas será que o professor sempre está correto em suas atitudes? Será que a expulsão do aluno foi certa? Será que este não poderia ter sido "recuperado"?

Enfim são questões que provavelmente iremos encarar e deveremos estar preparados para saber agir perante essas situações. É preciso dar voz ao aluno, as vezes esse nem sempre é o errado, mas apenas mais uma vitima de um sistema educacional normatizador que visa não dar maiores oportunidades aos excluídos da sociedade.




Zona de Desenvolvimento Proximal


Conceito elaborado por Vygotsky para carcterizar a distância entre o nível de resolução de uma tarefa que uma pessoa pode alcançar atuando independentemente e o nível que pode alcançar com a ajuda de um colega mais competente ou experiente nessa tarefa, que pode ser o professor, os pais, os coleguinhas da classe, entre outros. Para Vygotsky ser humano por possuir um cérebro tem a capacidade de criação, e que através dela ele pode transformar as situações mais diversas, através de suportes os quais estão no seu próprio cotidiano. A criação não é apenas a capacidade de criar coisas novas e grandiosas, mas também a capacidade de superar-se diariamente, a exemplo do ambiente escolar.

Através de jogos, criatividade, da linguagem, da humanização e da cultura o ser humano pode desenvolver essas Zonas de Desenvolvimentos Proximais.
Cabe ao professor intervir afetivamente, afim de criar nos alunos interesse pelos conteúdos. Essa concepção de professor como mediador no processo ensino aprendizagem é bastante interessante a partir do momento que faz com que o aluno se sinta como parte do mundo, ou seja, som que ele se enxergue como transformador da realidade. Deve-se levar em conta o nível de desenvolvimento do real que a criança tem capacidade de desenvolver sozinho o que ela ja absorveu culturalmente, só assim é possível descobrir a suas dificuldades para com o conteúdo.A ZDP é um conceito muito interessante e se utilizado, pode auxiliar na solução de muitos dos diversos problemas do cotidiano escolar.
Fonte: ORNUBIA, Javier. O contrutivismo na sala de aula. São Paulo. ed. Ática, 1997.